
A IMPORTÂNCIA DO CÓDIGO DE ÉTICA E CONDUTA EMPRESARIAL
Por Sabrina Scheffer Cavanha
Com a internet e as redes sociais se aproximando cada vez mais das pessoas, vivemos em uma era de superexposição, onde as organizações empresariais têm suas atitudes divulgadas de maneira ampla e com uma rapidez surpreendente.
E, a depender do nível de exposição do negócio, pode-se prejudicar a imagem da empresa para com os seus stakeholders – que são as partes interessadas nela, tais como clientes, fornecedores, investidores, sociedade, governo e os próprios colaboradores.
Nos últimos anos foram noticiados inúmeros escândalos de corrupção, lavagem de dinheiro, de condutas antiéticas, e ilegais de grandes empresas de renome no País.
Porém, independente do tamanho do negócio, uma coisa eles têm em comum: são formados por dirigentes e colaboradores, e suas atitudes, enquanto operadores da empresa, levam o nome da organização.
Logo, para manter uma boa relação com o mercado as empresas devem, por meio dos seus agentes internos, não apenas disseminar e praticar internamente os valores éticos e morais da organização, mas principalmente demonstrar e transparecer para a sociedade que isso realmente ocorre no ambiente negocial.
Para haver uma harmonia entre as atitudes diárias dos colaboradores e as esperadas pela empresa/dirigentes, é necessário que elas estejam alinhadas de forma objetiva e clara.
O instrumento que reúne os pilares para indicar critérios mínimos e exemplos de práticas, atitudes e relacionamento entre os colaboradores é o
Código de Ética e Conduta, que serve como paradigma para o padrão esperado de comportamento e iniciativa do pessoal, e que diretamente influencia a cultura da organização.
O Código de Ética e Conduta é primordial também para o programa de integridade: a organização tem a oportunidade de internalizar para todos quais são as crenças, os valores e as regras de convivência do negócio, deforma que, inclusive, se possa orientar e por que não dizer, cobrar e julgar atitudes não compatíveis, que eventualmente podem prejudicar o ambiente interno e externo da organização.
Trata-se portanto de um poderoso instrumento de orientação, fiscalização e de disseminação de informações acerca das regras de governança, da segurança dos agentes internos, de esclarecimentos de conflito de interesses, das práticas de anticorrupção, da confidencialidade, segurança, proteção dos dados e informações, além da disposição de regras internas.
Quando pautamos nossos valores na moralidade e ética, aumentamos o profissionalismo dos colaboradores, tornando o ambiente de trabalho muito mais harmônico, diminuindo os riscos de práticas antiéticas, imorais e ilegais, e por consequência, reduzindo o número de ações judiciais e situações que impactam o bom funcionamento do negócio empresarial, que sem dúvida é observada e julgada por todos e na velocidade que o mundo se habituou a ter disponível as informações na rede digital.